Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de abril de 2012

Xingu

Ontem assisti o filme Xingu, sobre os irmãos Villas Boas, dirigido por Cao Hamburguer e produzido pela O2. Não sei se foi porque não fui com muita expectativa, mas o filme realmente me surpreendeu. Não me lembro de já ter visto um filme sobre essa tão importante parte da história do Brasil com tanta fidelidade e emoção. Aprendemos desde criança, na escolinha, sobre a mantança das tribos indígenas e o avanço das fronteiras agrícolas no Brasil, mas sempre por números, por textos. Quando essa história é tirada do livro e colocada na tela do cinema, tudo muda. Podemos ao menos ter uma pequena ideia da barbaridade que aconteceu. Ainda sim, mesmo envergonhado com tudo que fizemos com esses povos, acho que o filme ainda consegue nos dar um pouquinho de força e esperança para tentar lutar pelo pouco que sobrou, para não deixarmos tudo se acabar de vez. É claro que não podemos fazer muitas coisas, mas podemos ao menos divulgar esse filme, e tentar fazer com que o máximo de pessoas assistam e se interessem um pouco mais pela nossa história.

Segue link do site oficial:
http://www.xinguofilme.com.br/

mais ►

sábado, 3 de março de 2012

Tem que fazer valer!


Poucas vezes na minha vida pude me sentir tão desbravadora, aventureira e com a incrível sensação de poder realmente conseguir chegar ao fim de alguma coisa, como quando fiz esta viagem. Meu relato vai fugir totalmente do campo técnico e utilitário para seguir rumo pessoal. Se você, caro leitor, passou os seus olhos por alto e não pretende ler blá, blá blá de mulherzinha, pode ir direto para o post do Gustavo Torres, nele encontrará as informações que procura sobre a viagem ao PETAR; se não, pode se aventurar por aqui mesmo. Prometo ser breve! Se está disposto a encarar lugares apertados, escuros, de difícil acesso e que certamente estarão repletos de água, vai encontrar em cada caminhada no Petar. Mas também contará com toda segurança dos guias e suporte para atravessar as empreitadas sem precisar dar meia-volta (a não ser que realmente não tenha espírito de aventura). Claro que em cada circuito existe um nível, e é bom se informar quais são para se programar de acordo com o seu preparo físico e mental. É  aconselhavel fazer um alongamento matinal e comer de forma saudável (se puder). Tente relaxar a mente e entrar no clima da viagem. Digo tudo isso porque muitas vezes achamos que podemos encarar qualquer coisa. Eu sou um bom exemplo disto. Não sou nenhuma atleta de primeira e tão pouco me preparo para tais condições, mas depois, quando estava no meio do processo, entendi o quanto é importante se preparar para fazer esse tipo de viagem. Afirmo que o mais importante ainda é o espírito de aventura e o bom humor, coisa difícil para mim, acreditem. Mas eu acho que me sai bem. No final, tirei o melhor da viagem e voltei com a sensação de poder fazer qualquer coisa. Vi a luz no final do túnel, ou melhor, da caverna.
mais ►

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sobre amar, entre outras coisas


"O meu olhar é nítido como um girassol. 
Tenho o costume de andar pelas estradas 
Olhando para a direita e para a esquerda, 
E de vez em quando olhando para trás... 
E o que vejo a cada momento 
É aquilo que nunca antes eu tinha visto, 
E eu sei dar por isso muito bem... 
Sei ter o pasmo essencial 
Que tem uma criança se, ao nascer, 
Reparasse que nascera deveras... 
Sinto-me nascido a cada momento 
Para a eterna novidade do Mundo... 
Creio no mundo como num malmequer, Porque o vejo. 
Mas não penso nele 
Porque pensar é não compreender... 
O Mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) 
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo... 
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos... 
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, 
Mas porque a amo, e amo-a por isso 
Porque quem ama nunca sabe o que ama 
Nem sabe por que ama, nem o que é amar... 
Amar é a eterna inocência, 
E a única inocência não pensar... "


Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"
mais ►

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sobre o querer

entre serras e águas
a pureza eu quero ver
entre o verde e o azul
dos ares quero respirar
nas águas me revigorar
seja doce ou salgada
da serra ou do mar
luz dourada ou de prata
de cima ou de baixo
os pontos quero ligar
entre o verde e o azul
queria saber explicar
num respiro
no profundo
na leveza
as palavras são poucas
as rimas são pobres
mas a voz dela me disse
não precisa entender
sentir já faz viver
entre serras e águas
Da Mantiqueira ou Do Mar
é lá que quero ficar.
mais ►

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fim de semana em Acapulco, quem se aventura?!

Será que existe uma “regra” na hora de fazer aquela listinha básica dos itens a serem levados para uma cachoeira? Sei lá, alguma espécie de manual do que levar ou não levar de jeito nenhum? Putz, bem que podia existir, viu. Porque o que tenho a relatar neste post, meu caro leito, não lhes será fácil de acreditar, (para quem, claro, tem noção de espaço público ou mesmo bom senso ambiental).
Quando as pessoas vão viajar, no geral elas preparam uma relação de itens que se sabe, (veja bem, a palavra aqui empregada “se sabe ou sabe-se”, parte do pressuposto de que “todos temos alguma noção das coisas”). Continuando o raciocínio, alguns destes itens podem até servir de “coringa” em determinados destinos por serem considerados i n d i s p e n s á v e i s. Certo? Mais ou menos por aí. Então eu pergunto a você: Por que não levar para uma deliciosa tarde na cachoeira o seu cãozinho de estimação? Ou ainda Por que não levar o seu helicóptero motorizado? Você não leu errado. Eu escrevi HELICÓPTERO mesmo, aqueles que vêem com controle remoto. Barulhento que só! Não vamos descartar as latinhas de cerveja, os espetinhos (para o churrasco sair mais prático), o carvão. ”Claro que não pode faltar o carvão!”

Ao descer do carro, rumo à cachoeira indicada pelos moradores locais, em Sto. Antônio do Pinhal (SP), nós, (eu e dri) pegamos a canga básica, protetor solar e garrafas d’água. O João e o Gustavo levaram o equipamento de costume, câmera, máquina de fotografar, etc. Afinal, estávamos indo para uma cachoeira, um recanto preservado pela natureza, o que mais poderíamos querer levar!?  Mas lá, a gente deu de cara com uma galera que com certeza desconhece qualquer regra de bons costumes ou bom senso e que fogem totalmente da noção “natureza x simplicidade”.  Visão do inferno, no português claro. Vi-me participando daquele episódio do “Chaves”: Acapulco; sabem? Só que sem a parte engraçada. A gente bem que tentou fingir que estava tudo “normal”, ficamos até sem graça por parecermos os únicos seres ETs do local. Depois de um tempinho para processar e tomar coragem de entrar na queda d’água e realizarmos alguns take´s, possíveis, a gente deu linha na pipa (como se diz), e fomos embora. Pagamos nosso ingresso de 2,00 unit. Para o show de horrores e voltamos para o local onde estávamos hospedados para, de fato aproveitar mais do lugar.
Gente, sem querer parecer preconceituosa, eu não quero aqui desrespeitar a vontade de cada um, a diversidade das culturas, o livre arbítrio ou qualquer coisa desse gênero. Mas, convenhamos que, quem gosta de visitar esses lugares naturais sabe que a última coisa que se espera ter é uma visão destas nesses lugares que deveriam ser preservados como tal, originalmente simples, silenciosos e ecologicamente corretos. E se você por acaso é sse tipo de gente que adora fazer da natureza um playground, repense, existem outros lugares, apropriados para cada gosto e atividade;
Acho que vou lançar um jargão para essas presepadas que podem ocorrer nestas aventuras serra a fora; algo do tipo: Eu tenho medo! É isso...


Cris Alonso
mais ►

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A montanha

"O maciço Paine é especial, devido ao conjunto de montanhas distintas, sempre cobertas de neve, que o compõe: A primeira, Cuernos del Paine, possui picos retorcidos. A segunda e que batizou o lugar, Torres del Paine, tem a forma de três grandes dedos de granito, que emanam uma energia intrigante de magia e mistério. Por último as montanhas mais altas e ao mesmo tempo as que apresentam contornos mais “normais”, Paine Grande e Cerro Fortaleza, ambas com mais de 3.000 metros de altitude. As Torres aparecem abruptamente acima de um vale singular que abriga lagos incrivelmente azuis, rios, cachoeiras e cascatas, geleiras enormes, florestas impenetráveis..."

essa é a descrição nos sites de ecoturismo. também serve, mas vai muito além disso.

eu já imaginava que existissem lugares assim. lugares com o poder, sim o poder no seu mais estrito significado, de atrair e envolver as coisas em sua volta. quando digo coisas, as pessoas estão aí inclusas (que se deixam ou por descuido). o que eu não imaginei foi que eu, eu mesma, por descuido ou por querer, me deixasse ser "imantada". a minha explicação para o acontecido, cheio de pormenores, é uma só. quem me conhece sabe que sinto tesão pela natureza. sim, tesão mesmo, nos sentidos figurado e literal. sempre senti. do tipo ficar com os pés na terra pra sentir a Terra. cheirar o ar quando começa uma chuva, pois não há nada melhor para clarear a mente e relaxar a alma do que o cheiro da terra molhada. pois é, nesse lugar tive o privilégio de ver, sentir e ouvir a natureza em seu estado mais selvagem. estava diante e dentro de uma atmosfera única, um punhado de paisagens que cabem toda a energia do mundo. não tô falando só da beleza, aquela que a gente pode ver, tô falando das sensações, todas misturadas, que a gente pode até ver, mas principalmente sentir. eram montanhas azuis, águas laranja, terras amarelas, ar lilás e pensamento branco. a respiração se altera, o corpo estranha, os olhos não acreditam, mas a alma sente. eu saí de lá com nítida sensação de que voltaria, pois algo me chama, não sei se de fora ou se vem de dentro de mim. não é uma voz, é só uma força. força pode ser energia, então deve ser a energia atraindo mais um grão.

Clique aqui para ver todas as fotos.
mais ►

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mude

Mude, Mas comece devagar,porque a direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,calmamente,observando com atenção os lugares por onde você passa.Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os Seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,ou no parque,e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas. Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv,compre outros jornais...leia outros livros. Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade.Durma mais tarde.Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.Corrija a postura.Coma um pouco menos,escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores,novas delícias. Tente o novo todo dia.o novo lado,o novo método,o novo sabor,o novo jeito,o novo prazer,o novo amor,a nova vida. Tente.Busque novos amigos.Tente novos amores.Faça novas relações.Almoce em outros locais,vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo,jante mais tarde ou vice-versa.Escolha outro mercado...outra marca de sabonete,outro creme dental... tome banho em novos horários.Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito,cada vez mais, de modos diferentes.Troque de bolsa,de carteira,de malas, compre novos óculos,escreva outras poesias. Jogue os velhos relógios,quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco.Vá a outros cinemas,outros cabeleireiros,outros teatros,visite novos museus. Lembre-se de que a Vida é uma só.E pense seriamente em arrumar um outro emprego,uma nova ocupação,um trabalho mais light,mais prazeroso,mais digno,mais humano. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas.Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas,mas não é isso o que importa. O mais importante é a mudança,o movimento,o dinamismo,a energia.Só o que está morto não muda! Repito por pura alegria de viver:a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena. Mude - Clarice Lispector
mais ►

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Antes de começar.


Antes de começar, algo para se pensar.

"Quando escolhi a selva para aprender a ser,
folha por folha, 
estendi as minhas lições e aprendi a ser raiz, 
barro profundo, terra calada, noite cristalina, 
e pouco a pouco mais, 
toda a selva.” 

Neruda 
mais ►